quinta-feira, 17 de maio de 2012

Doce sabor de sacanagem.


Doce, de olhos sacanas.
Olhos de cana batizada, de conversa ‘falada’.
De incidência, delinquência.
De velha mistura amor e raiva.
Seria ‘Alegria ou tristeza’, em te ver de volta?
Procuram-se os papeis da lembrança...
Compartilham-se fatos e escritos de sua agenda,
sonhos de criança e músicas que nós cantávamos a sós.
Volto-me aos seus olhos. Olhos encharcados que pedem ajuda.
Grito de infeliz, de restos de mentira descarada, que agora de alma lavada quer se render a caprichos.
Ao licito e ao ilícito. Ao novo de novo, que continua sendo proibido.
Que continua sendo sacana... 

terça-feira, 8 de maio de 2012


Delinquentes planejam suas táticas de ataque.
Recuar... Forças amadas os perseguem a procura de soldados com alma.
Rotas alteradas. O mínimo desvio, torna-se cada vez maior.
Perdidos do pelotão, convocados para lutar. Lutar entre eles.
Camuflados, perseguidos.
Procurando suas bandeiras.
Bandeiras do ‘sim’.
Prisioneiros com prometidos. Comprometidos.
Negando-se acordos, ambos soldados com alma.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Que mistério é esse que me perturba, me culpa, me julga, me muda?
Me deixa dúvida.
Que mistério é esse que me entende, que sente, me deixa demente?
Dependente. Quente.
Que mistério é esse que me excita, me dar frio na barriga?
Me deixa despida.
Que mistério é esse que alimenta minha curiosidade, que só tem verdade?
Vaidade, cumplicidade.
Que mistério é esse que me dar medo, medo? 

Me deixa sem freios, que creio, que leio.
Que mistério é esse que amo, que estamos?
Que mistério é esse que você tem, hein, meu bem?
E que não quero viver sem.