Doce, de olhos sacanas.
Olhos de cana batizada, de conversa ‘falada’.
De incidência, delinquência.
De velha mistura amor e raiva.
Seria ‘Alegria ou tristeza’, em te ver de volta?
Procuram-se os papeis da lembrança...
Compartilham-se fatos e escritos de sua agenda,
sonhos de criança e músicas que nós cantávamos a sós.
Volto-me aos seus olhos. Olhos encharcados que pedem ajuda.
Grito de infeliz, de restos de mentira descarada, que agora
de alma lavada quer se render a caprichos.
Ao licito e ao ilícito. Ao novo de novo, que continua sendo
proibido.
Que continua sendo sacana...