sexta-feira, 29 de junho de 2012


"É força antiga do espírito
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada

                                 Planejando
                                 Pra fazer acontecer
                                 Ou simplesmente
                                 Refinando essa amizade
                                 Eu vou dizendo
                                 Na sequência bem clichê
                                 Eu preciso de você."

sexta-feira, 22 de junho de 2012


Vi num baile, repleto de cor.
Cor de um tom meio irreal, com uma dose da sua tendência, é claro.
Você a Deusa da loucura. Ele, o Deus da insistência.
Reprimido, por consequência. 
Ele, ‘ramalhetiado’ de música, psicodélica alegria, tentando contaminá-la com sua euforia de vê-la passar por entre as grades da própria perturbação.
Alto astral, ‘Jim’.
Ela, de interpretações (a primeira vista) incorretas, que poderiam ser que meio-que-certas.
Divina, montada a cavalo, com uma ilha no braço, e várias recusas nas costas.
Baixo astral, ‘Pam’.
Ele: “Vamos dançar que eu vou falar no seu ouvido coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido...”
Ela: Vamos. É tudo o que eu mais quero. Não sei se rio, ou, me desespero, se corro ou se já te considero, como meu único par dessa noite.
Eles... em pensamento... “Você não dirá agora, mas em teu coração está alto.”
Altitude. Atitude!
O cavalo está amarrado, ela não tem como fugir, ela não quer mais fugir.
(Bebidas, bebidas, ela está ficando sóbria, sua coragem está no fim.)
Bebeu...
Fubagou...
A dança continuou...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Doce sabor de sacanagem.


Doce, de olhos sacanas.
Olhos de cana batizada, de conversa ‘falada’.
De incidência, delinquência.
De velha mistura amor e raiva.
Seria ‘Alegria ou tristeza’, em te ver de volta?
Procuram-se os papeis da lembrança...
Compartilham-se fatos e escritos de sua agenda,
sonhos de criança e músicas que nós cantávamos a sós.
Volto-me aos seus olhos. Olhos encharcados que pedem ajuda.
Grito de infeliz, de restos de mentira descarada, que agora de alma lavada quer se render a caprichos.
Ao licito e ao ilícito. Ao novo de novo, que continua sendo proibido.
Que continua sendo sacana... 

terça-feira, 8 de maio de 2012


Delinquentes planejam suas táticas de ataque.
Recuar... Forças amadas os perseguem a procura de soldados com alma.
Rotas alteradas. O mínimo desvio, torna-se cada vez maior.
Perdidos do pelotão, convocados para lutar. Lutar entre eles.
Camuflados, perseguidos.
Procurando suas bandeiras.
Bandeiras do ‘sim’.
Prisioneiros com prometidos. Comprometidos.
Negando-se acordos, ambos soldados com alma.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Que mistério é esse que me perturba, me culpa, me julga, me muda?
Me deixa dúvida.
Que mistério é esse que me entende, que sente, me deixa demente?
Dependente. Quente.
Que mistério é esse que me excita, me dar frio na barriga?
Me deixa despida.
Que mistério é esse que alimenta minha curiosidade, que só tem verdade?
Vaidade, cumplicidade.
Que mistério é esse que me dar medo, medo? 

Me deixa sem freios, que creio, que leio.
Que mistério é esse que amo, que estamos?
Que mistério é esse que você tem, hein, meu bem?
E que não quero viver sem.