sexta-feira, 22 de junho de 2012


Vi num baile, repleto de cor.
Cor de um tom meio irreal, com uma dose da sua tendência, é claro.
Você a Deusa da loucura. Ele, o Deus da insistência.
Reprimido, por consequência. 
Ele, ‘ramalhetiado’ de música, psicodélica alegria, tentando contaminá-la com sua euforia de vê-la passar por entre as grades da própria perturbação.
Alto astral, ‘Jim’.
Ela, de interpretações (a primeira vista) incorretas, que poderiam ser que meio-que-certas.
Divina, montada a cavalo, com uma ilha no braço, e várias recusas nas costas.
Baixo astral, ‘Pam’.
Ele: “Vamos dançar que eu vou falar no seu ouvido coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido...”
Ela: Vamos. É tudo o que eu mais quero. Não sei se rio, ou, me desespero, se corro ou se já te considero, como meu único par dessa noite.
Eles... em pensamento... “Você não dirá agora, mas em teu coração está alto.”
Altitude. Atitude!
O cavalo está amarrado, ela não tem como fugir, ela não quer mais fugir.
(Bebidas, bebidas, ela está ficando sóbria, sua coragem está no fim.)
Bebeu...
Fubagou...
A dança continuou...

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