domingo, 15 de junho de 2014

"Foi por acreditar demais em palavras que virei o que sou, foi em meio aos rodeios que descobrir o caminho, foi no perdido que me encontrei. Foi olhando em teus olhos que conheci a mentira"

escrito por uma pessoa ai...

sábado, 14 de junho de 2014

"não tenho nada pra dizer, como pode ver. só acho que estamos nos vendo pouco, em momentos demasiado formais, com montes de gente na volta. queria jogar umas pedras no rio contigo, sem precisar falar nada. não curto muito falar, tu sabe."


escrito por Gabito Nunes.
E eu ainda sou uma ilha cercada por todos os lados, 
cercada de amor,
cercada de dor,
cercada de cada você,
cercada de lembranças,
cercada de saudade de um pôr...

Viajando pelo espelho do carro

Ela Decidiu andar por ai escondendo a solidão a cada passo.
Mochila nas costas, ela carrega dores, sacrifícios...
O passado está em pó, ela retira e declama por meio de mensagens.
Ela: “Eu preciso te dizer algumas coisas sobre mim”
Fraturas no peito, coração meio sei lá, meio quebrado.
Ela não ta mais nem ai para o que se diz do amor.
Ela: “Eu gosto muito de você”
Sai daí tempo, isso não quer dizer nada.  Mas a pura verdade é que faz pouco tempo.
Ela continuou a viagem, fez da solidão sua morada e deu cor a suas tardes.
Se transformou na boa selvagem que foi em alguns anos. Mansa e carinhosa outrora.
Via a lua e o sol nascer por entre o espelho...
E deixou a loucura lhe apresentar seus novos amigos.
Prazer. Desvio de olhos, quem é você?
Aponta-se características, quem é você?
Nessa viagem a gente troca de papel. Eu recolho as suas dores. Eu sou você.
Só por essa viagem ela falou: “eu sou vulnerável a você!”
Certamente uma das coisas que mais atormenta o ser humano é a possibilidade de escolhas. A escolha do passado que se foi, a escolha do presente que se vive hoje e do que vamos fazer para sentirmos melhor amanha. A verdade é que sempre surge aquela duvida se a melhor escolha foi a que a gente acabou de decidir, se não vamos nos arrepender por não ter seguido o outro caminho, a outra vontade, a outra pessoa, o outro emprego. Pensamos se não deveríamos ceder um pouco e abrir mão de uma parte de nós que nunca nos fez falta até hoje. A ilusão da vivência em uma escolha errada e o desanimo de está no caminho errado, pode corroer nossos pensamentos, nos fazer se sentir menores em alma e espírito. Eu pensei que acertaria todas as minhas escolhas milimetricamente calculadas a base de erro, mas na verdade é que quanto mais a gente calcula, mas a probabilidade mínima de erro nos surpreende e arrebenta a nossa tão sonhada tecla de previsão.  

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Amargando-se em fitas.

Dela. E ela. Nada se sabe....
(Quem é você?)                                             
Estranheza.
Dona de incertezas, ou ‘poucas certezas’?
Lá de dentro é possível ver uma alma amarga, com cicatrizes costuradas por fitas doces.
Estaria ela deixando que a loucura lhe apresente novos caminhos? Ou estaria ela ‘apenas’ nos ‘’insertando incertezas’’ a cada silêncio ou a cada quebra dele?
Incerta, contrabalanceando a razão. Avesso do avesso.
Ela. Mistério.
Um mistério composto por um rosto só, por passados que não encontram seu lugar.
(QUANTO MISTÉRIO, CORTA!)
Ela. Dona de acordes dissonantes, que borra o destino que outrora ela mesma escreveu.
(Por que não resolves “procrastinar” o pensamento no depois? Por quê?)
(Quem é Ela?)
Ela. Faz nascer uma flor a cada fita,
um medo a cada risco,
uma culpa a cada ‘’erro’’,
um amor a cada dor. Uma dor a cada amor.
Uma beleza a cada traço recôndito do seu rosto.

Um nada a cada tudo...
Ela,
Saltitante, reluzindo por entre as luzes da alta madrugada,
Insolente.
Quero tocar-lhe com as mãos por mais um tempo,
quero cravar em meu pensamento a lembrança do teu sorriso mais bonito,
quero que venhas... Se puder, traga a chuva, para molhar as incertezas ou certezas que nos faz pesar.
Vem, escuta o barulho da chuva... Deixa que os astros te guiem...
Vem, deixa a solidão pra depois.  Só hoje...
Hoje, eu tenho bons motivos que te prendam aqui, essa noite. Hoje, eu aceito seus erros.
Não pretendo ver devaneios, nem gritos de partida...
O tempo parece está voltando com luz.... Quem sabe, hoje não podemos caminhar. ?
Mochilas nas costas, novamente carregadas de incertezas, rasgando solidão a cada passada que desvio o olhar. Vejo você do meu lado. Jovem, parece bem. Bem?
Feita a sal... ao amargo das dores,  sem querer,  se deixa levar pelas cores. As minhas cores!
Eu uso vermelho. O vermelho manchado da boca de uma puta, que vemos na nossa caminhada.
Você usa preto. O preto da escuridão que se anuncia...
Silenciou...
(Por que tocas as tuas mãos nas minhas?)
Seguro tua mão. Entrelaço meus dedos por entre os teus. Se sente mais segura?
A madrugada está por terminar... E agora?
E esse brilho no seu olhar, é medo de ir, ou vontade repentina de ficar?

Silenciou...  A madrugada findou...