sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ela,
Saltitante, reluzindo por entre as luzes da alta madrugada,
Insolente.
Quero tocar-lhe com as mãos por mais um tempo,
quero cravar em meu pensamento a lembrança do teu sorriso mais bonito,
quero que venhas... Se puder, traga a chuva, para molhar as incertezas ou certezas que nos faz pesar.
Vem, escuta o barulho da chuva... Deixa que os astros te guiem...
Vem, deixa a solidão pra depois.  Só hoje...
Hoje, eu tenho bons motivos que te prendam aqui, essa noite. Hoje, eu aceito seus erros.
Não pretendo ver devaneios, nem gritos de partida...
O tempo parece está voltando com luz.... Quem sabe, hoje não podemos caminhar. ?
Mochilas nas costas, novamente carregadas de incertezas, rasgando solidão a cada passada que desvio o olhar. Vejo você do meu lado. Jovem, parece bem. Bem?
Feita a sal... ao amargo das dores,  sem querer,  se deixa levar pelas cores. As minhas cores!
Eu uso vermelho. O vermelho manchado da boca de uma puta, que vemos na nossa caminhada.
Você usa preto. O preto da escuridão que se anuncia...
Silenciou...
(Por que tocas as tuas mãos nas minhas?)
Seguro tua mão. Entrelaço meus dedos por entre os teus. Se sente mais segura?
A madrugada está por terminar... E agora?
E esse brilho no seu olhar, é medo de ir, ou vontade repentina de ficar?

Silenciou...  A madrugada findou... 

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