sexta-feira, 13 de junho de 2014

Um quase soneto à Jack


(Meados de 2013)
Nada mais que um dia
Da curta duração que a vida nos anuncia
Da madruga boemia que se ouve falar
Do olhos bem abertos iluminados com o luar.
Meninas
Embriagadas de medo seguem A estrela
Falam da musicalidade que as conquista
Questionam a ciência e a metafisica
Seguem juntas enlaçadas por um laço de fita vermelha

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Latrus

(15/04)

Noite repleta de prosa, de desafios .
Inspiração e amor preenchendo com o tempo tapetes de nuvens.
Flutuo no meu pensamento. No afago do teu corpo, no sorriso dos teus olhos.
Eu flutuo em você!
Encalço-me.
Enlaço-te em mim. (Sinto cheiro de saudade!)
Vou jogar pedrinhas na tua janela. Vou te roubar pra mim.
Vou te amarrar, não ver a hora passar, te ver latruscar.
Te falar baixinho o meu sentimento, te dar um Amor. E dizer: “Meu bem, parabéns!”
E a gente segue assim, descalças, amarradas, desafinadas, dispensando a monotonia, pintando os dias...
E a gente é assim: “O casal mais bonito.” 
Latruscando no silencio do lírio.
Nós somos a dita combinação lunar- estrelar.

domingo, 12 de maio de 2013

"Take my hand, take my hand
You're gonna rise
And then, she took me high over yonder..."



(Fiona Apple)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Diálogo.( Definição sobre 'Tudo' e 'Nada')


Nada de coragem, e em uma fração de segundos, tudo.
Um carinho do nada. Uma reciproca em tudo.
Nada combina com nada.
Tudo combina com tudo. Combina em tudo...
Tudo através do nada do silencio. Tudo dito por olhares.
Construção de um tudo, em troca de nada.
Nada de nada! O tudo em não fazer nada.
Tudo feito em liberdade!
Tudo num abraço, numa cor, num sentimento (nos sentimentos), tudo numa flor. Minha flor!
E este tudo, agora, ‘pode ser e é’ pintado a uma moda Demodê.
Esse tudo, é nada, além de você... com você.


(Texto originado de uma conversa.)



sexta-feira, 29 de junho de 2012


"É força antiga do espírito
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada

                                 Planejando
                                 Pra fazer acontecer
                                 Ou simplesmente
                                 Refinando essa amizade
                                 Eu vou dizendo
                                 Na sequência bem clichê
                                 Eu preciso de você."

sexta-feira, 22 de junho de 2012


Vi num baile, repleto de cor.
Cor de um tom meio irreal, com uma dose da sua tendência, é claro.
Você a Deusa da loucura. Ele, o Deus da insistência.
Reprimido, por consequência. 
Ele, ‘ramalhetiado’ de música, psicodélica alegria, tentando contaminá-la com sua euforia de vê-la passar por entre as grades da própria perturbação.
Alto astral, ‘Jim’.
Ela, de interpretações (a primeira vista) incorretas, que poderiam ser que meio-que-certas.
Divina, montada a cavalo, com uma ilha no braço, e várias recusas nas costas.
Baixo astral, ‘Pam’.
Ele: “Vamos dançar que eu vou falar no seu ouvido coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido...”
Ela: Vamos. É tudo o que eu mais quero. Não sei se rio, ou, me desespero, se corro ou se já te considero, como meu único par dessa noite.
Eles... em pensamento... “Você não dirá agora, mas em teu coração está alto.”
Altitude. Atitude!
O cavalo está amarrado, ela não tem como fugir, ela não quer mais fugir.
(Bebidas, bebidas, ela está ficando sóbria, sua coragem está no fim.)
Bebeu...
Fubagou...
A dança continuou...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Doce sabor de sacanagem.


Doce, de olhos sacanas.
Olhos de cana batizada, de conversa ‘falada’.
De incidência, delinquência.
De velha mistura amor e raiva.
Seria ‘Alegria ou tristeza’, em te ver de volta?
Procuram-se os papeis da lembrança...
Compartilham-se fatos e escritos de sua agenda,
sonhos de criança e músicas que nós cantávamos a sós.
Volto-me aos seus olhos. Olhos encharcados que pedem ajuda.
Grito de infeliz, de restos de mentira descarada, que agora de alma lavada quer se render a caprichos.
Ao licito e ao ilícito. Ao novo de novo, que continua sendo proibido.
Que continua sendo sacana...